PCdoB comemora aniversário nesta terça, dia 25, com Mostra Cultural “50 anos de Resistência ao Golpe de 1964″, em Santos/SP

Nesta terça-feira, dia 25, o Comitê Municipal de Santos realiza a Mostra Cultural “50 anos de Resistência ao Golpe de 1964″, a partir das 19h, em comemoração ao aniversário de 92 anos do PCdoB. A Fundação Mauricio Grabois e o Comitê Popular pela Verdade, Memória e Justiça de Santos, com o apoio da Associação Cultural “José Marti” da Baixada Santista, são co-realizadores deste evento que terá lugar na Água Doce Cachaçaria (Avenida Pinheiro Machado, 33 – Vila Mathias – em frente ao Teatro Municipal “Brás Cubas”).
Na programação, música ao vivo, poesia, teatro, cinema, hip-hop, entre outras linguagens artísticas. Uma das atrações é a exposição “Movimento Estudantil 1968″, com imagens de Amancio Chiodi. Trata-se de um ‘recorte’ de um dos trabalhos do fotógrafo sobre a repressão. São 35 fotos clicadas por ele naquele famigerado ano, quando os militares investiram contra os estudantes que se opuseram à Ditadura. Haverá também o lançamento da biografia sobre a comunista e guerrilheira Elza Monnerat “Coração Vermelho – A Vida de Elza Monnerat”, com a presença da autora Verônica Brecht.
Já estão confirmadas as presenças do Secretário Nacional de Comunicação e editor do Portal Vermelho, José Reinaldo de Carvalho, e do Presidente Estadual do PCdoB, Orlando Silva.
Para quem tem filhos e deseja levá-los, o estabelecimento possui o espaço Doce Cantinho, um ambiente confortável e divertido para as crianças, enquanto os papais e/ou mamães aproveitam a festa. O evento é aberto ao público. Em breve, programação completa. Essa e outras novidades, no blog do PCdoB de Santos: pcdobdesantos.blogspot.com.
Informações:
Evento: Mostra Cultural “50 anos de Resistência ao Golpe de 1964″
Local: Água Doce Cachaçaria
Horário: 19h
Endereço: Avenida Pinheiro Machado, 33 – Vila Mathias (em frente ao Teatro Municipal “Brás Cubas”)

Amar e emancipar as mulheres

As mulheres representam hoje mais da metade do eleitorado no Brasil, mas esse dado não encontra representação semelhante quando se trata de mulheres ocupando cargos políticos. No Congresso brasileiro apenas 10% das vagas são ocupadas por mulheres. Na Câmara dos Deputados, são 45 deputadas contra 468 homens, na atual legislatura. Nem o fato de termos uma mulher ocupando a presidência da República fez com que conseguíssemos avançar neste ponto.

No que diz respeito aos empregos a situação também escancaram a diferença entre os gêneros que existe em nosso país. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a participação das mulheres no mercado de trabalho registrou importantes avanços nos últimos anos, mas elas ainda representam a maioria dos desempregados, estudam mais, e ganham 30% menos que os homens.

A UJS, como a maior organização de juventude política do país, vem assumindo com centralidade o desafio de combater o machismo internamente e somar esforços a luta dos movimentos feministas fortalecendo a conquista de mais direitos para as mulheres brasileiras na sociedade. Em nosso último congresso foi aprovado que a Direção Nacional da UJS será composta paritariamente por 50% de mulheres. Hoje, a Diretoria de Jovens Feministas da UJS faz parte da Executiva Nacional da entidade.

É importante registrar que as três entidades do movimento estudantil, UNE, UBES e ANPG, são presididas por quadros femininos e feministas da UJS. Estamos demostrando na prática o que é empoderar as mulheres!

Romper com os paradigmas do machismo a partir da educação é preciso.

Toda jovem mulher brasileira, ousada, subversiva e feminista. Que luta contra o machismo e os padrões comportamentais estabelecidos pelo patriarcado. Cada jovem mulher que luta para ser livre e pela autonomia de seu corpo. Luta para aprofundar as mudanças em curso no Brasil. Saiba que na UJS é seu lugar!

Amar e emancipar as mulheres!

Baixe o encarte especial sobre a Jornada de Lutas de 2014:

http://ujs.org.br/index.php/downloads/7121/

 

Por UJS

UJS lança campanha “Das ruas para as urnas”

A conquista do voto a partir dos 16 anos de idade é uma grande vitória da juventude brasileira. A medida foi uma proposta da União da Juventude Socialista para a constituição cidadão de 1988 e foi aprovada por ampla maioria da assembleia constituinte.

No ano de 2014 o Brasil passará por uma das eleições mais importantes de sua história, visto que vivemos no ano passado um dos maiores processos de mobilizações da juventude brasileira, que exigiu mudanças mais profundas na política.

O Slogan “não me representa”, embora seja utilizado em muitos casos para desqualificar a política como o principal instrumento de transformações, tem certo sentido quando olhamos para a participação da juventude no parlamento brasileiro, bem como a participação das mulheres que não passa de 8%, ou dos negros que é ainda menor.

Embora boa parte do parlamento não represente de fato os anseios da juventude, nossa participação, embora seja considerável, ainda é pouca para o contingente de 12 milhões de jovens entre 16 e 17 anos que existem no Brasil. Se fizermos uma comparação das eleições de 2010 com as eleições de 2008 percebemos uma diminuição na participação do jovem, em 2010 o eleitorado era de 2.391.092, já em 2008 o eleitorado jovem era de 2.923.485. Nas eleições municipais de 2012 mais de 2,9 milhões de jovens entre 16 e 17 anos estiveram aptos a votar. Para o Tribunal Superior Eleitoral estes dados revelam um maior interesse dos jovens nas eleições municipais.

Precisamos reequilibrar esta balança, pois, a maioria das reivindicações nas ruas de Junho foram pautas que se vinculavam estreitamente com as questões nacionais. Mais investimento na educação, mais saúde e etc, são reivindicações que o congresso nacional brasileiro discute frequentemente e em muitos casos não avança devido ao lobby privados da educação e da saúde.

Uma reforma política que democratize e amplie a participação da juventude só virá da própria iniciativa dos jovens em se manifestar e votar em candidatos comprometidos com as nossas pautas.

Você que tem entre 16 e 17 anos participe da campanha da UJS “Das ruas para as urnas”, retire seu título e ajude a mudar a política.

O cadastramento para retirar o título vai até o dia 05 de Maio. Todo jovem que completar 16 anos até o dia 05 de Outubro deste ano pode retirar seu título.

 

Por Ismael Cardoso, no site da UJS.

UJS protagoniza greve da Fatec/Etec e pede fora Alckmin

De baixo de chuva, a União da Juventude Socialista marca presença no terceiro grande ato por mais infraestrutura nas Fatecs e Etecs do estado de São Paulo

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A greve que teve início no dia 17 de fevereiro e foi organizada por funcionários e professores  das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do estado de São Paulo,  cobra plano de carreira para professores e funcionários, reajuste salarial, melhorias nas estruturas das instituições, bolsa de iniciação científica, mais laboratórios e bibliotecas para os alunos, contou com mais um ato de apoio ao movimento, organizado pela UEE-SP e o Sindicato dos Trabalhadores ( Sinteps), na tarde de ontem(11/03) , em frente ao Museu de Artes de São Paulo ( Masp), na Avenida Paulista.

Este foi o terceiro grande ato por Etecs e Fatecs com mais qualidade e infraestrutura, depois de 15 dias de greve, a resposta obtida pelo governador foi um plano de carreira onde se estabelece um limite de 10% do corpo docente em regime de jornada integral, quando em qualquer outra universidade estabelece-se um mínimo de 1/3 dos docentes. Essa quantia irrisória de professores prejudica a produção de pesquisa científica e, consequentemente, a capacidade de captar bolsas de iniciação.

Além disso, os estudantes começam a sofrer perseguições do governo: provas e seminários antecipados, sanções disciplinares a quem tenta construir o movimento em determinadas unidades, agressões e ameaças de reprovação.

No dia 10 de março, aconteceu uma reunião com secretários do governo e a superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, após o encontro Arthur Miranda, presidente do DCE FATEC e militante da UJS, afirmou que as lutas pelas Faculdades Tecnológicas de qualidade continuam.

“A greve continua até alcançarmos os objetivos dos professores e estudantes”, diz Carina Vitral, presidente da UEE SP, que saudou os estudantes e funcionários por se manterem firme na luta por melhorias nas instituições de ensino. Carina diz ainda, que as Etecs e Fatecs são as principais bandeiras do governo Alckimin e a realidade está muito distante da mostrada no comercial.

A presidente da União Nacional dos Estudantes, Virginia Barros,  parabenizou  todos os estudantes , professores e servidores presentes na manifestação. “Essa luta não é apenas dos estudantes ou dos professores. Essa luta pertence a todos que se preocupam com um futuro mais próspero pra o estado de São Paulo”, diz.

“Eles afirmam que a as Fatecs e Etecs não têm orçamento suficiente. Não aceitamos essa resposta. Continuaremos lutando para que nossas pautas e a dos professores sejam devidamente atendidas”, falou o presidente.

Dessa vez, o ato desceu a Rua Brigadeiro Luiz Antônio e seguiu rumo à ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), junto com os professores e técnicos- administrativos e ocuparam a galeria dos deputados para intensificar e adiantar a aprovação de um plano de carreira justo para os professores e funcionários do Centro Paula Souza.

 

Texto originalmente publicado no site da UJS.